Arquivo mensais:janeiro 2011

Vontade de voar

Ultimamente tenho visitado muito o aeroporto Salgado Filho, aqui em Porto Alegre. Infelizmente, sempre que vou lá é para buscar alguém que chegou de viagem ou para rever alguém que está indo viajar, nunca sou eu que estou de partida.

E cada vez que estou no aeroporto eu lembro que já faz alguns anos que quero conhecer a Turquia. Então, tirei a noite de ontem para pesquisar preços de passagens, itinerários, custo por dia de viagem, etc. Só o que me falta agora é ter meu título de capitalização contemplado, e quem sabe eu consiga conhecer mais alguns pedacinhos da Europa.

A tipografia digital chegou ao MoMA

Nessa semana, o MoMA anunciou a aquisição de 23 fontes digitais para integrarem a sua coleção permanente. Para se ter uma ideia, das 23 fontes selecionadas, 7 são de Matthew Carter: Bell Centennial (1976-78), ITC Galliard (1978), Mantinia (1993), Big Caslon (1994), Walker (1995), Verdana (1996) e Miller (1997) . Isso nos mostra a importância de Matthew Carter para a evolução recente da tipografia. Além da Verdana, foi ele também que desenhou a Georgia, duas das fontes mais utilizadas no mundo. Na verdade, tenho 99,9% de certeza que você utiliza elas todos os dias.

Depois, 5 fontes são de autoria de Jonathan Hoefler e/ou Tobias Frere-Jones: HTF Didot (1991), Interstate (1993-95), Mercury (1996), Retina (1999) e Gotham (2000). Esta última foi a fonte mais utilizada na campanha presidencial de Barack Obama e, desde então, passou por um boom na sua popularidade. Pelo que vi até agora, arrisco a dizer que ela é a nova Helvetica. Note também que, das 23 fontes adquiridas pelo MoMA, mais da metade (12) são de autoria de apenas 3 pessoas. Sim, apenas 3.

As outras fontes adquiridas são OCR-A (American Type Founders, 1966), New Alphabet (Wim Crouwel, 1967), FF Meta (Erik Spiekermann, 1984-1991), Oakland (Zuzana Licko, 1985), Keedy Sans (Jeffery Keedy, 1991), FF Beowolf (Erik van Blokland e Just van Rossum, 1990), Template Gothic (Barry Deck, 1990), Dead History (P. Scott Makela, 1990), FF Blur (Neville Brody, 1992), Mason (Jonathan Barnbrook, 1992) e FF DIN (Albert-Jan Pool, 1995).

Temos grandes nomes nesta lista, e boa parte das fontes foi bastante popular na década de 1990, quando a tipografia digital realmente começou a emplacar. Nada mais justo do que o reconhecimento por uma grande instituição de arte e design. Vale lembrar que a intenção do MoMA não foi compilar uma lista das melhores fontes digitais, mas sim incluir em seu acervo as tipografias que foram marcos em seu tempo e inspiraram várias revoluções até chegar no desenho de tipos como conhecemos hoje.

Leia a notícia original, onde o MoMA explica os méritos de cada uma de suas escolhas.

2011 mal começou…

Não tem nada muito confirmado ainda, mas estou com alguns projetos para 2011 que estão me motivando pra valer. Infelizmente não posso divulgar detalhes agora, visto que posso dar com a língua nos dentes. Mas o que posso adiantar é que é relacionado à tipografia, como já era de se esperar.

Acredito que poderei divulgar as boas novas dentro de um ou dois meses!

Para o meu eu futuro

Há algum tempo já tenho esse sonho de estudar e trabalhar no exterior, mas sempre ouvi dizer que é muito mais difícil conseguir um emprego em design gráfico lá fora sendo estrangeiro. O mercado costuma favorecer os profissionais locais, visto que eles já têm uma bagagem cultural muito mais adequada para suas demandas. E isso é até meio óbvio. Pessoas que nasceram e cresceram em determinada cultura têm um profundo conhecimento das particularidades e necessidades dessa cultura. É muito difícil para um brasileiro, com uma bagagem cultural totalmente brasileira (na verdade gaúcha), solucionar os problemas de um público europeu, por exemplo.

Mas hoje li a entrevista da Renata Graw no blog LOGOBR que me revelou uma luz no fim do túnel. Ela conta que, após se formar em design de produto na PUC-Rio, trabalhou com design gráfico no respeitadíssimo escritório Ana Couto Design, onde aprendeu muito. Depois disso, resolveu ir para Chicago. Lá fez um mestrado na University of Illinois at Chicago. A escolha da escola, conta ela, foi feita após um curso de verão na Suíça, com Wolfgang Weingart, onde ficou sabendo que Philip Burton, professor na UIC, foi aluno seu. Depois do mestrado Renata abriu o escritório Plural, cujo trabalho já foi reconhecido por diversas instituições de design gráfico, entre elas Art Director Club, Communication Arts Magazine, Print Magazine, How Magazine, Type Director Club e AIGA.

Esse é o recomeço da carreira da Renata Graw de forma resumida. Recomendo a leitura da entrevista na íntegra no blog LOGOBR. Mas o que eu posso tirar da experiência dela é a coragem de se aventurar em um país desconhecido:

15) Como foram os primeiros jobs da Plural? E para você, pessoalmente, como foi (re)começar a carreira num país estrangeiro?
Recomeçar foi ótimo, muito melhor do que começar. Quando eu vim para Chicago, não tinha contatos, não conhecia a cidade. É muito difícil ingressar num mercado totalmente novo. Depois do mestrado eu tive muitas indicações de professores e amigos na cidade. O networking realmente ajudou.

— Entrevista realizada por Daniel Campos para o blog LOGOBR.

Acho que é isso que eu quero. Trabalhar aqui, fazer meu pé-de-meia e depois fazer um mestrado no exterior. Quem sabe o Type and Media em Haia, Países Baixos. Assim eu conseguiria todos esses contatos necessários para construir minha carreira.

Enfim, tudo isso foi para justificar a criação deste blog. Quero que ele sirva como um espaço para falar sobre o que eu estou pensando/fazendo, mas acima de tudo como uma ferramenta para que eu não me esqueça dos meus objetivos e trabalhe por eles.

Até mais!