Arquivo da categoria: Pessoal

Follow up: um ano de Nook

No início de 2013 completou um ano que recebi o meu Nook Simple Touch. Desde então, criei o hábito de ler (quase) todos os dias e consegui completar o desafio de ler 50 livros em um ano. Ainda fico maravilhado com o fato do Nook ser tão leve e carregar tantos livros. Hoje, simplesmente jogo ele na mochila e posso ler o que eu quiser onde quer que eu esteja.

Como eu sou curioso por estatísticas, logo quando recebi o Nook montei uma planilha simples para acompanhar os gastos com livros digitais, que fui alimentando ao longo do ano. Resolvi compartilhar esses dados depois que li um estudo publicado pela Zero Hora. Sabe-se que a diferença de preço entre os livros digitais e os livros impressos ainda é pequena no Brasil, isso quando o digital não é mais caro que o impresso. Segundo o estudo, a expectativa para um eReader se pagar no Brasil chega a mais de 300 livros!

Na tabela abaixo estão listados todos os livros digitais que comprei até hoje, o valor em reais que paguei, o menor valor em reais que eu pagaria se comprasse o livro físico (geralmente no Book Depository) e o percentual que economizei em cada compra. Não incluí os livros que baixei de graça pois achei que seria injusto comparar qualquer valor com zero. Mesmo assim, a diferença é grande.

Título do livroDigitalFísicoEconomia
TOTALR$ 440,75R$ 927,2952,47%
Surely You're Joking, Mr. FeynmanR$ 15,85R$ 22,0728%
Starving the ArtistR$ 7,15R$ 29,2076%
Last Chance to SeeR$ 21,48R$ 17,78-21%
Europe from a BackpackR$ 14,31R$ 25,1343%
Slaughterhouse-FiveR$ 8,38R$ 18,7455%
O Restaurante no Fim do UniversoR$ 2,99R$ 9,9070%
The Internet Is a PlaygroundR$ 17,59R$ 17,590%
Six Easy PiecesR$ 17,59R$ 22,1521%
How We DecideR$ 1,86R$ 23,8792%
Proust Was a NeuroscientistR$ 7,48R$ 23,6768%
Love Bomb and the Pink PlatoonR$ 1,86R$ 21,8891%
Simple and Usable Web, Mobile and Interaction DesignR$ 31,08R$ 48,9336%
In Praise of CopyingR$ 27,60R$ 47,0341%
Shit My Dad SaysR$ 5,70R$ 16,5065%
Whatever You Do, Don't RunR$ 11,03R$ 25,7757%
Anatolian Days and NightsR$ 19,06R$ 30,9238%
Designing for InteractionR$ 44,69R$ 67,3334%
Lifeboat No. 8R$ 4,22R$ -0%
Mobile Design Pattern GalleryR$ 34,73R$ 57,2539%
The Distant Land of My FatherR$ 4,28R$ 28,6385%
Designing Mobile InterfacesR$ 10,58R$ 75,0386%
Estrela BrasileiraR$ 12,00R$ 43,0072%
Practical Font DesignR$ 20,33R$ 40,4750%
The Bad BeginningR$ 2,00R$ 25,0392%
I'm Feeeling LuckyR$ 21,11R$ 26,5520%
The Last Days of Old BeijingR$ 8,13R$ 30,9774%
Guia Politicamente Incorreto da História do BrasilR$ 24,90R$ 39,9038%
CatwatchingR$ 20,36R$ 25,3120%
The Education of a TypographerR$ 7,31R$ 40,6582%
More Blood, More Sweat and Another Cup of TeaR$ 15,10R$ 26,0442%

Como podem ver na tabela, em um ano economizei R$ 486,54, o que corresponde a mais de 50% do valor que eu pagaria se comprasse todos os livros físicos. Considerando que paguei em torno de R$ 250 pelo Nook, ele se pagou quase 2 vezes até agora. Vale notar que, dos 30 livros que comprei, apenas 3 foram adquiridos no Brasil. Infelizmente, o mercado de livros digitais continua engatinhando em terras brasileiras, o que faz com que comprar livros digitais nacionais não seja tão vantajoso. Espero profundamente que isso mude num futuro próximo.

 

Em busca do eReader perfeito

Depois que um livro digital da Amazon salvou um projeto para a faculdade no final do ano passado, resolvi comprar um leitor digital. Há algum tempo já que não carregava livros de literatura comigo por causa do peso e, quando tinha algum tempo livre no ônibus, no banco ou em alguma outra fila, não tinha o que fazer. Por essas tomei a decisão.

Minha primeira ideia era comprar um Kindle por causa da facilidade: eles enviam para o Brasil rapidamente e possuem uma ampla variedade de livros, quase todos disponíveis para compra aqui. Parece ser um sistema muito fácil de usar. Mas o Kindle só aceita os formatos da Amazon e eu não gosto da ideia a ficar preso num ecossistema proprietário. Além disso, até o momento todas as lojas brasileiras que vendem livros digitais adotaram o formato aberto EPUB. Portanto, eu queria um leitor com suporte a esse formato.

Minhas opções ficaram entre Nook Simple Touch, Kobo Touch, Sony PRS-T1 e Positivo Alfa. Logo de cara descartei o Positivo devido ao alto custo (ridículos R$799,00) e o Sony devido ao acabamento black piano (não quero nada que dê reflexos ou que fique com marca de dedos). Por fim optei pelo Nook da Barnes & Noble por alguns detalhes: é mais barato, parece ser mais confortável e tem botões físicos para avançar e voltar páginas.

Dispositivos comparados: Nook Simple Touch, Kobo Touch, Sony PRS-T1 e Positivo Alfa

Dispositivos comparados: Nook Simple Touch, Kobo Touch, Sony PRS-T1 e Positivo Alfa

Tudo o que eu sei a respeito dos dispositivos concorrentes eu aprendi lendo e assistindo a reviews na internet, então uma ou outra coisa pode ser diferente do que eu falo aqui.
Mas tem uma coisa que eu tenho certeza: o Nook é muito confortável! O tamanho do aparelho tem um bom equilíbrio entre área de leitura e praticidade, sendo pequeno (16,5 x 12,7 x 1,2 cm) e leve (212 g) o suficiente para carregar para qualquer lugar. Mas o grande diferencial do Nook é o seu acabamento da parte traseira. Ele tem uma textura emborrachada muito confortável, ainda mais com a área central rebaixada onde os dedos podem repousar. Realmente não canso de segurá-lo.

A moldura na parte da frente é fosca, o que evita distrações durante a leitura. Em cada lado da moldura existem 2 botões, sendo o de cima para avançar a página e o de baixo para voltar. No início achei isso estranho. Pensei que, se o texto é digital, estamos acostumados a utilizar uma barra de rolagem e faz mais sentido que o botão de baixo sirva para avançar. Mas logo na primeira hora eu entendi o motivo e voltei para a configuração de fábrica: quando estamos segurando o Nook com apenas uma mão, o polegar fica exatamente sobre o botão de cima e pode ser acionado sem malabarismos, ao contrário do botão de baixo.

Segurando com uma mão, o polegar fica sobre o botão de avançar página

Segurando com uma mão, o polegar fica sobre o botão de avançar página

O Nook Simple Touch tem uma tela E Ink Pearl de 6 polegadas com resolução de 800 x 600 pixels, o que significa aproximadamente 167 dpi. É capaz de mostrar 16 tons de cinza, suficientes para a maioria das imagens (sem esquecer que a única função do Nook Simple Touch é ler livros, nada mais). Sinceramente, depois de ler várias comparações com textos impressos a laser, achei que a renderização dos textos seria um pouquinho melhor, mas não deixa de ser muito boa.

Outra surpresa não muito agradável foi descobrir que a tela não é 100% livre de reflexos. Isso não quer dizer que não seja possível ler sob a luz do sol direta, até fica mais agradável, mas dependendo do ângulo fica ilegível. Vale lembrar que isso só acontece com o sol ou fontes de luz muito fortes e apenas em determinados ângulos, então não chega a ser um problema tão sério.

Nook Simple Touch sob a luz do sol

Nook Simple Touch sob a luz do sol

A bateria é para durar mais de 2 meses, o que não aconteceu comigo. Mas a culpa dessa vez realmente é minha, já que eu li muito mais do que 1 hora por dia como as letras miúdas anunciam. É bem complicado medir a carga da bateria em tempo. Só posso dizer que a primeira carga do meu Nook durou uns 10 dias apenas, mas nesse período eu li 3 livros inteiros, o que é uma ótima marca!

A respeito da tipografia, no Nook temos 6 opções:

Acredito que seja natural que cada usuário use apenas uma ou duas fontes para a leitura, e pra mim essas são a Malabar e a Amasis. A Malabar é uma fonte bem recente desenhada pelo Dan Reynolds como projeto final de mestrado e que inclusive foi premiada pelo Type Directors Club em 2009. Fiquei muito surpreso por sua presença no Nook, o que indica uma grande preocupação com a tipografia (principalmente por terem pagos os direitos de uso de cada uma das fontes, assim espero).

Já a Amasis é uma slab serif mais clara e mais condensada que a Caecilia. Eu até gosto da Caecilia, mas ela tem um problema de renderização no Nook que deixa o gancho do ‘a’ muito mais comprido que o bojo abaixo dele, e isso me irrita tanto que eu não consigo ler mais do que uma página com ela. E quanto às fontes sem serifa, tem gente que até gosta, mas não são pra mim. Isso tudo em 7 tamanhos de texto e 3 opções de margens e entrelinhas.

Opções tipográficas do Nook Simple Touch

Opções tipográficas do Nook Simple Touch

A variedade de títulos da Barnes & Noble não perde muito da Amazon e os preços geralmente são melhores (ou no mínimo não têm a “taxa de entrega” de 2 dólares cobrados pela fabricante do Kindle). Por outro lado, oficialmente ainda não é possível comprar livros no site da Barnes & Noble fora dos Estados Unidos, mas tudo se resolve com um endereço americano e TunnelBear.

Mas a maior vantagem em relação ao Kindle, na minha opinião, ainda é a compatibilidade com o formato EPUB. Isso quer dizer que eu posso comprar um livro digital na Livraria Cultura, na Saraiva ou no Gato Sabido e copiar para o meu Nook sem me preocupar em converter o arquivo. O lado ruim é que as editoras ainda insistem em colocar proteção contra cópia, que pode tornar a experiência problemática. Eu não tive problemas com isso, mas já ouvi que algumas pessoas tiveram.

No geral, o Nook foi uma ótima aquisição! Superou as minhas expectativas e me fez voltar a ler todos os dias. Agora tenho um peso morto a menos na mochila e a possibilidade de ler qualquer livro da minha coleção em qualquer lugar. Tá certo que o livro digital ainda engatinha aqui no Brasil (temos pouco mais de 7000 títulos disponíveis), mas já digo que, pra mim, livro impresso agora só se for de design.

P.S.: Se alguém quiser acompanhar o que eu estou lendo pode dar uma olhada no meu perfil no Goodreads.

Próxima parada: Brasília

Pra quem curte tipografia, tem evento obrigatório no dia 27 de agosto, daqui a exatamente um mês! É o DiaTipo DF, que vai acontecer na UnB em Brasília.

E pra quem ainda não conhece o DiaTipo, ele é um evento itinerante sobre tipografia. É um dia inteiro com palestras e debates sobre tipografia (e assuntos correlatos) que reúne “tipógrafos, calígrafos, designers, pesquisadores, profissionais de comunicação visual e demais apaixonados por letras de todo o país”.

Preciso dizer que nunca participei de qualquer evento nacional de tipografia, e estou muito empolgado para participar deste. No início estava meio relutante, já que eu já tinha dois compromissos marcados para aquele final de semana, mas parei pra refletir e cheguei à conclusão que não dá pra perder essa oportunidade! Vão ser 8 palestrantes, todos muito bons no que fazem: Fabio Haag (com quem fiz o curso de type design em maio), Eduílson Coan, Frederico Antunes, Elaine Ramos, Fabio Lopes, Daniel Souza, Alceu Nunes e o convidado especial, o português Dino dos Santos.

O Dino dos Santos vai ministrar um workshop sobre Multiple Masters na semana que antecede o DiaTipo DF, assim como o Eduílson Coan ministrará o workshop Tipocracia+Fontlab, ambos pagos à parte. Infelizmente não poderei participar de nenhum deles por motivos logísticos, mas, se você tiver disponibilidade, aproveite! Esses cursos não acontecem o tempo todo, e muito menos com esses preços!

Se ficou interessando no evento, siga o @DiaTipo no Twitter e não deixe pra fazer a inscrição na última hora! E se você já está inscrito, dá um toque aí pra gente bater um papo lá em Brasília!

Até lá!

Nota mental 01

Apenas um breve post para adicionar mais um objetivo pessoal na lista: melhorar minhas habilidades comunicativas. Segue o trecho do post que me motivou, em uma tradução livre:

Designers medíocres com ótimas habilidades comunicativas conseguem mais trabalho que ótimos designers com habilidades comunicativas medíocres. Eu não estou dizendo que isso é certo ou errado. Simplesmente é assim.

O cliente precisa sentir que você entendeu seu problema para então adquirir confiança que você pode solucioná-lo. Existem poucas armas mais poderosas no arsenal de um designer profissional que a habilidade de ouvir bem e repetir para o cliente seu briefing mais precisa e resumidamente que ele acabou de solicitar. Se você consegue fazer isso, você vai conseguir bons trabalhos e muitos deles.

—Kate Nielsen, no blog Design Assembly

O que também me lembra que preciso ler o livro Como ser um designer gráfico sem vender sua alma, de Adrian Shaughnessy, que comprei há algum tempo mas ainda não tive tempo para sentar com ele.

Papagaios, o Universo e Tudo Mais

A genialidade de Douglas Adams me assombra. Considero ele um dos melhores satiristas de todos os tempos. Não que eu tenha qualquer autoridade para afirmar isso, mas a julgar pela sua “trilogia de quatro livros” (que na verdade são cinco) minha opinião se confirma. A propósito, vejo muita semelhança com o humor do também inglês Ricky Gervais, criador das brilhantes séries The Office.

Há algum tempo atrás assisti ao vídeo da palestra Parrots, the Universe and Everything de Adams, realizada em maio de 2001 na UCSA poucos dias antes de falecer. Nela, ele fala sobre seu livro preferido—que não é tão famoso assim—, Last Chance to See, escrito em conjunto com Mark Carwardine com base na série de rádio homônima produzida pela BBC. Nessa série, Adams e Carwardine visitam vários lugares do mundo para tentar conhecer alguns animais ameaçados de extinção. A maneira com que Adams relata suas experiências é absurdamente divertida por sua ironia, mesmo tratando de um assunto sério. Recomendo muito assistir! Infelizmente o vídeo não tem legendas, e o mais próximo disso é esta transcrição em inglês, mas que já deve ajudar um pouco. E recomendo que fique bem confortável, pois a palestra tem 1 hora e 27 minutos.

Ao final da palestra o microfone é aberto para perguntas da plateia. Claro que todas as perguntas que foram feitas dizem respeito aos seus livros da série O Guia do Mochileiro das Galáxias. Na última pergunta, a 1:23:20 do vídeo, uma moça pergunta a Douglas Adams o que ele tem contra relógios digitais, referindo-se à primeira frase do primeiro capítulo do primeiro livro da série. A resposta foi a seguinte, em uma tradução livre:

Bem, eu tenho que admitir que eles melhoraram muito desde que eu escrevi aquilo. Mas se você pensar sobre isso, os primeiros relógios digitais que eram… olhe um relógio normal com ponteiros e você verá um gráfico de pizza. Lembra daquele tempo quando costumávamos nos empolgar com os gráficos de pizza que o computador fazia para nós? Oh, gráficos de pizza! Mas ao mesmo tempo em que estávamos ficando incrivelmente empolgados com os gráficos de pizza e o que eles podiam fazer para o nosso entendimento do mundo, nós estávamos dizendo: “Nós não queremos gráficos de pizza em nossos pulsos. É uma tecnologia ultrapassada. Não, nós não queremos algo que basta dar uma olhada rápida para ver que horas são. Nós queremos uma coisa que faça você ir até um canto escuro, coloque sua maleta no chão e pressione um botão para ler: “Oh, são 11:43, agora o que é… Uhm… Quanto falta pras doze horas?”. E isso era progresso.

Mas veja bem, a melhor coisa do ser humano—aproveitando para fazer uma piada—é que nós não só inventamos coisas que são melhores e realizam suas funções melhor. Mas até as coisas que já funcionam perfeitamente nós não conseguimos deixar em paz! É um dos aspectos mais interessantes do ser humano: nós continuamos inventando aquilo que já acertamos uma vez. Por exemplo, as torneiras. É muito muito simples: você gira pra um lado e a água sai; você gira pro outro e a água para. Nós ficamos craques nisso. Isso funciona. Mas é incrível quando você está em um hotel, ou num aeroporto, e você se aproxima da pia com uma certa ansiedade, sabe. “Certo, o que eu faço? Eu giro alguma coisa? Eu aperto alguma coisa? Eu puxo alguma coisa? Eu dou uma joelhada? Eu só preciso ficar perto?” E depois que a água começa a sair, porque a torneira captou uma espécie de onda de energia cerebral de você ou sei lá, como que para? “É meu trabalho fazer a água parar? Ou vai parar sozinha?” Eu acho que nós já acertamos a torneira na primeira vez…

© Copyright 2001. Regents of the University of California. http://navarroj.com/parrots/

EDIT 29/03/2011: Por uma grande coincidência, comecei a ler essa semana o livro O Design do Dia-a-Dia, de Donald A. Norman, que fala justamente sobre relógios digitais e torneiras, além de portas, geladeiras e telefones. Este é o livro que afirma que, se você não consegue usar um produto, a culpa não é tua mas sim do designer. Coloque este livro na tua lista.

Coisa incrível essa tal de memória olfativa

Neste último sábado fui visitar novamente a Livraria Cultura, depois de um bom tempo. O saldo da brincadeira foram os livros O design brasileiro de tipos digitais, de Ricardo Esteves, 1984, de George Orwell, O professor e o louco, de Simon Winchester, e A linguagem das coisas, de Deyan Sudjic. E foi este último que me inspirou para escrever este post.

Este livro é impresso pela RR Donnelley sobre papel Couché Magno Satin 150g/m². Não sei se é por causa do papel, tinta ou cola, só sei que o cheiro dele é o mesmo dos livros da série New Interchange, com os quais comecei a aprender inglês quando eu tinha uns 12 anos (eu acho). Mas o mais interessante é que esse cheiro na verdade me lembra especificamente das ilustrações de Randy Jones (não confundir com Randy Jones, caubói do Village People). Engraçado pensar que até ilustração tem cheiro…

Exercício do livro Interchange ilustrador por Randy Jones

Ilustração de Randy Jones para livro da série New Interchange.

Ilustração de Randy Jones para livro da série New Interchange.

Créditos das ilustrações: (c) Randy Jones.
Exercício extraído do livro Interchange Third Edition, de Jack C. Richards com Jonathan Hull, Susan Proctor & Charles Shields. (c) Cambridge University Press 2008.

Alegria do dia: FontLab TypeTool 3

Minha alegria do dia de hoje foi comprar uma licença do Fontlab TypeTool 3. Para quem não sabe, esse software é uma versão simplificada do Fontlab Studio 5, o padrão da indústria tipográfica. Enquanto que o FS5 custa 649 dólares, o FTT3 custa (apenas) 99 dólares. Claro que, com uma diferença de preço dessas, algumas funções estão faltando, como suporte a caracteres arábicos e hebraicos, macros, recursos especiais opentype, etc. Mas apesar disso, ele é ótimo para quem está começando e não quer (e nem deveria) gastar tanto dinheiro logo no início.

Fontlab TypeTool 3.0.0

Mas a dica vem agora! Se você é estudante, a Fontlab disponibiliza um desconto de 45% em seus principais produtos! Tudo o que você precisa fazer é preencher este formulário e enviá-lo por fax ou e-mail, juntamente com uma cópia da sua carteira de estudante. Chega de software pirata! A Fontlab sabe que seus produtos não são baratos e oferece uma grande oportunidade. Destaco ainda que os termos de uso são exatamente os mesmos da versão vendida no varejo, ou seja, não tem aquela história de “apenas para uso não-comercial”. Você pode vender as suas fontes sem problema algum.

A Fontlab se orgulha de ser uma empresa pequena, e por isso tem algumas outras facilidades. A mais interessante para mim agora é que, se em um ou dois anos eu decidir que preciso de uma licença do FS5, eles darão um desconto de 90 dólares por eu possuir uma licença do FTT3. É ou não é legal?