Arquivo da categoria: Tipografia

Garibaldi chegou na Luzz Design

Garibaldi

Após 1 ano e meio de pesquisas, experimentos e dedicação em todas as horas vagas, meu projeto de TCC foi aprovado! A fonte Garibaldi nasceu da minha vontade de entender o papel da caligrafia na época do surgimento da tipografia. Considero que atingi os meus objetivos. Agora meu trabalho é fazer da Garibaldi uma família completa (com itálico e negrito) para que ela possa conhecer o mundo.

Enquanto essa hora não chega, escrevi um post no blog da Luzz Design (o escritório no qual trabalho) com o objetivo de explicar a importância da tipografia para as marcas e mostrar um pouco como é o processo de desenvolvimento de uma nova fonte. Vá lá, leia e deixe a tua opinião. Aproveite também e curta a página no Facebook pra receber coisas legais na tua timeline ;)

A tipografia é a expressão formal da escrita, e a escrita é a representação física da linguagem. A tipografia é a lingua franca do design gráfico – é o recipiente que guarda os códigos que representam ideias que carregam significados que desencadeiam a compreensão. A tipografia é o elemento mais importante no design gráfico, e tipografia é a disciplina (ou conjunto de disciplinas) mais fundamental que um aluno poder cursar como graduando.

—Steven Heller

Linotype O Filme

EDIT 28/10/2013Várias pessoas têm me pedido para disponibilizar as legendas em português para download. Infelizmente não posso fazer isso, visto que fui contratado apenas para fazer a tradução e não tenho permissão para distribuir qualquer material relacionado ao filme. Entretanto, o DVD e Blu-ray com legendas podem ser adquiridos na loja do filme. Para quem prefere uma versão para download, a loja americana do iTunes vende o filme também com legendas.


Uma dica para todos os que moram em Recife ou que estarão por lá na próxima segunda-feira, dia 04/06:  às 19h no Cinema São Luiz acontecerá a estreia pública nacional do documentário Linotype O Filme, de Douglas Wilson. Tive a oportunidade de traduzir as legendas para o português, e já adianto que o filme é espetacular! É daqueles que você assiste e fica querendo levar uma linotipo para casa.

Resumindo:

Quando: 04/06 (segunda-feira) às 19h,
Onde: no Cinema São Luiz, em Recife/PE.
Quanto custa: nada!

Para quem não vai poder estar em Recife no dia, pode acompanhar as notícias do filme e futuras exibições pelo site: http://www.linotypeofilme.com.br/. A versão brasileira é uma produção Mandacaru e Tipocracia.

E enquanto o filme não estreia, fica o trailer:

Em busca do eReader perfeito

Depois que um livro digital da Amazon salvou um projeto para a faculdade no final do ano passado, resolvi comprar um leitor digital. Há algum tempo já que não carregava livros de literatura comigo por causa do peso e, quando tinha algum tempo livre no ônibus, no banco ou em alguma outra fila, não tinha o que fazer. Por essas tomei a decisão.

Minha primeira ideia era comprar um Kindle por causa da facilidade: eles enviam para o Brasil rapidamente e possuem uma ampla variedade de livros, quase todos disponíveis para compra aqui. Parece ser um sistema muito fácil de usar. Mas o Kindle só aceita os formatos da Amazon e eu não gosto da ideia a ficar preso num ecossistema proprietário. Além disso, até o momento todas as lojas brasileiras que vendem livros digitais adotaram o formato aberto EPUB. Portanto, eu queria um leitor com suporte a esse formato.

Minhas opções ficaram entre Nook Simple Touch, Kobo Touch, Sony PRS-T1 e Positivo Alfa. Logo de cara descartei o Positivo devido ao alto custo (ridículos R$799,00) e o Sony devido ao acabamento black piano (não quero nada que dê reflexos ou que fique com marca de dedos). Por fim optei pelo Nook da Barnes & Noble por alguns detalhes: é mais barato, parece ser mais confortável e tem botões físicos para avançar e voltar páginas.

Dispositivos comparados: Nook Simple Touch, Kobo Touch, Sony PRS-T1 e Positivo Alfa

Dispositivos comparados: Nook Simple Touch, Kobo Touch, Sony PRS-T1 e Positivo Alfa

Tudo o que eu sei a respeito dos dispositivos concorrentes eu aprendi lendo e assistindo a reviews na internet, então uma ou outra coisa pode ser diferente do que eu falo aqui.
Mas tem uma coisa que eu tenho certeza: o Nook é muito confortável! O tamanho do aparelho tem um bom equilíbrio entre área de leitura e praticidade, sendo pequeno (16,5 x 12,7 x 1,2 cm) e leve (212 g) o suficiente para carregar para qualquer lugar. Mas o grande diferencial do Nook é o seu acabamento da parte traseira. Ele tem uma textura emborrachada muito confortável, ainda mais com a área central rebaixada onde os dedos podem repousar. Realmente não canso de segurá-lo.

A moldura na parte da frente é fosca, o que evita distrações durante a leitura. Em cada lado da moldura existem 2 botões, sendo o de cima para avançar a página e o de baixo para voltar. No início achei isso estranho. Pensei que, se o texto é digital, estamos acostumados a utilizar uma barra de rolagem e faz mais sentido que o botão de baixo sirva para avançar. Mas logo na primeira hora eu entendi o motivo e voltei para a configuração de fábrica: quando estamos segurando o Nook com apenas uma mão, o polegar fica exatamente sobre o botão de cima e pode ser acionado sem malabarismos, ao contrário do botão de baixo.

Segurando com uma mão, o polegar fica sobre o botão de avançar página

Segurando com uma mão, o polegar fica sobre o botão de avançar página

O Nook Simple Touch tem uma tela E Ink Pearl de 6 polegadas com resolução de 800 x 600 pixels, o que significa aproximadamente 167 dpi. É capaz de mostrar 16 tons de cinza, suficientes para a maioria das imagens (sem esquecer que a única função do Nook Simple Touch é ler livros, nada mais). Sinceramente, depois de ler várias comparações com textos impressos a laser, achei que a renderização dos textos seria um pouquinho melhor, mas não deixa de ser muito boa.

Outra surpresa não muito agradável foi descobrir que a tela não é 100% livre de reflexos. Isso não quer dizer que não seja possível ler sob a luz do sol direta, até fica mais agradável, mas dependendo do ângulo fica ilegível. Vale lembrar que isso só acontece com o sol ou fontes de luz muito fortes e apenas em determinados ângulos, então não chega a ser um problema tão sério.

Nook Simple Touch sob a luz do sol

Nook Simple Touch sob a luz do sol

A bateria é para durar mais de 2 meses, o que não aconteceu comigo. Mas a culpa dessa vez realmente é minha, já que eu li muito mais do que 1 hora por dia como as letras miúdas anunciam. É bem complicado medir a carga da bateria em tempo. Só posso dizer que a primeira carga do meu Nook durou uns 10 dias apenas, mas nesse período eu li 3 livros inteiros, o que é uma ótima marca!

A respeito da tipografia, no Nook temos 6 opções:

Acredito que seja natural que cada usuário use apenas uma ou duas fontes para a leitura, e pra mim essas são a Malabar e a Amasis. A Malabar é uma fonte bem recente desenhada pelo Dan Reynolds como projeto final de mestrado e que inclusive foi premiada pelo Type Directors Club em 2009. Fiquei muito surpreso por sua presença no Nook, o que indica uma grande preocupação com a tipografia (principalmente por terem pagos os direitos de uso de cada uma das fontes, assim espero).

Já a Amasis é uma slab serif mais clara e mais condensada que a Caecilia. Eu até gosto da Caecilia, mas ela tem um problema de renderização no Nook que deixa o gancho do ‘a’ muito mais comprido que o bojo abaixo dele, e isso me irrita tanto que eu não consigo ler mais do que uma página com ela. E quanto às fontes sem serifa, tem gente que até gosta, mas não são pra mim. Isso tudo em 7 tamanhos de texto e 3 opções de margens e entrelinhas.

Opções tipográficas do Nook Simple Touch

Opções tipográficas do Nook Simple Touch

A variedade de títulos da Barnes & Noble não perde muito da Amazon e os preços geralmente são melhores (ou no mínimo não têm a “taxa de entrega” de 2 dólares cobrados pela fabricante do Kindle). Por outro lado, oficialmente ainda não é possível comprar livros no site da Barnes & Noble fora dos Estados Unidos, mas tudo se resolve com um endereço americano e TunnelBear.

Mas a maior vantagem em relação ao Kindle, na minha opinião, ainda é a compatibilidade com o formato EPUB. Isso quer dizer que eu posso comprar um livro digital na Livraria Cultura, na Saraiva ou no Gato Sabido e copiar para o meu Nook sem me preocupar em converter o arquivo. O lado ruim é que as editoras ainda insistem em colocar proteção contra cópia, que pode tornar a experiência problemática. Eu não tive problemas com isso, mas já ouvi que algumas pessoas tiveram.

No geral, o Nook foi uma ótima aquisição! Superou as minhas expectativas e me fez voltar a ler todos os dias. Agora tenho um peso morto a menos na mochila e a possibilidade de ler qualquer livro da minha coleção em qualquer lugar. Tá certo que o livro digital ainda engatinha aqui no Brasil (temos pouco mais de 7000 títulos disponíveis), mas já digo que, pra mim, livro impresso agora só se for de design.

P.S.: Se alguém quiser acompanhar o que eu estou lendo pode dar uma olhada no meu perfil no Goodreads.

Próxima parada: Brasília

Pra quem curte tipografia, tem evento obrigatório no dia 27 de agosto, daqui a exatamente um mês! É o DiaTipo DF, que vai acontecer na UnB em Brasília.

E pra quem ainda não conhece o DiaTipo, ele é um evento itinerante sobre tipografia. É um dia inteiro com palestras e debates sobre tipografia (e assuntos correlatos) que reúne “tipógrafos, calígrafos, designers, pesquisadores, profissionais de comunicação visual e demais apaixonados por letras de todo o país”.

Preciso dizer que nunca participei de qualquer evento nacional de tipografia, e estou muito empolgado para participar deste. No início estava meio relutante, já que eu já tinha dois compromissos marcados para aquele final de semana, mas parei pra refletir e cheguei à conclusão que não dá pra perder essa oportunidade! Vão ser 8 palestrantes, todos muito bons no que fazem: Fabio Haag (com quem fiz o curso de type design em maio), Eduílson Coan, Frederico Antunes, Elaine Ramos, Fabio Lopes, Daniel Souza, Alceu Nunes e o convidado especial, o português Dino dos Santos.

O Dino dos Santos vai ministrar um workshop sobre Multiple Masters na semana que antecede o DiaTipo DF, assim como o Eduílson Coan ministrará o workshop Tipocracia+Fontlab, ambos pagos à parte. Infelizmente não poderei participar de nenhum deles por motivos logísticos, mas, se você tiver disponibilidade, aproveite! Esses cursos não acontecem o tempo todo, e muito menos com esses preços!

Se ficou interessando no evento, siga o @DiaTipo no Twitter e não deixe pra fazer a inscrição na última hora! E se você já está inscrito, dá um toque aí pra gente bater um papo lá em Brasília!

Até lá!

Type Design com Fabio Haag 5/5

Com um atraso bem maior do que o esperado (praticamente um mês e meio), posto a última parte da série sobre o curso de Type Design com o Fabio Haag. A última aula aconteceu no dia 04 de junho e foi bem mais leve, sem muita produção. Um dos motivos disso foi que a última hora estava reservada para que todos imprimissem suas fontes e pendurassem na parede para apreciação, além daquela foto tradicional.

Produção tipográfica dos colegas de curso

Produção tipográfica dos colegas de curso...

E a galera toda reunida

... e a galera toda reunida

Em relação à minha fonte, os caracteres que consegui fazer nessa última aula foram B, M, P e R. Para o R, primeiro fiz uma versão mais “normal” (à esquerda na imagem), mas depois tentei fazer algo mais próximo do K na junção do bojo com a perna. Ainda não estou 100% certo que essa é a melhor opção, por isso vou criar versões seguindo essa linha para os caracteres B e P para ver como fica no conjunto. É o caráter “inovador” tentando aparecer mais na fonte.

Comparação dos caracteres P, B, R e K

Comparação dos caracteres P, B, R e K

E, depois de um mês e meio término do curso, é claro que fiz mais alguns caracteres. Na verdade foram vários. Nesse meio tempo terminei as maiúsculas (desenhei os caracteres Q, S, V, W, X, Y e Z), desenhei os algarismos, pontuação básica (bem básica mesmo, ou incompleta, como preferir), e os caracteres acentuados minúsculos.

O Q ainda está bem cru. Por motivos óbvios, ele é baseado na letra O, mas engana-se quem pensa que é uma cópia fiel da letra mencionada. No detalhe da imagem, é visível a compensação ótica necessária em virtude de sua cauda. Além disso, é um dos caracteres do alfabeto que possibilita maior liberdade criativa. A que apresento agora é apenas a minha primeira tentativa de outras que virão.

Diferenças entre os caracteres Q e O

Diferenças entre os caracteres Q e O

Já o S foi desenhado em caráter emergencial. Como a fonte está sendo projetada para fazer parte de um sistema de identidade visual, ela também será aplicada no decodificador da assinatura. Nesse caso, nós precisávamos de todas as letras para compor a palavra “CINEMAS” que acompanha o logotipo. Ela não tem muito mistério, sendo apenas uma versão mais longa do s e com as espessuras dos traços ajustadas às proporções das outras letras maiúsculas.

Teste do caractere S no decodificador CINEMAS

Teste do caractere S no decodificador CINEMAS

Os caracteres V, W, X, Y e Z seguem o mesmo princípio. Foram adaptados a partir das minúsculas, tomando-se o cuidado de manter os mesmos terminais. A maior mudança aconteceu no W, onde a altura do vértice foi reduzida quando avaliada em proporção ao w. Isso aconteceu porque o tamanho que o caractere maiúsculo ocupa na linha possibilita que esse detalhe seja aumentado, sem comprometer a legibilidade.

V, W, X, Y e Z, em comparação com as minúsculas

V, W, X, Y e Z, em comparação com as minúsculas

Agora, os algarismos foram um verdadeiro desafio! Eu nunca havia sequer tentado desenhar números antes, e posso dizer que só consegui desenhá-los porque a Karen Cheng estava sempre ao meu lado. O “detalhe” que eu nunca havia percebido é que o contraste não segue a mesma regra do restante das letras: os traços horizontais dos algarismos são mais pesados que o normal, o que pode pegar algum desavisado de surpresa.

Algarismos

Algarismos

Também desenhei uma parte da pontuação básica apenas para poder usar a fonte em algumas aplicações, mas isso dá bem mais trabalho do que se imagina. Os dois pontos e ponto e vírgula usam os mesmos vetores do ponto e da vírgula, com apenas alguns ajustes na posição. Já o ponto de interrogação foi baseado na letra S, mas demandou vários ajustes para deixar equilibrado. Sobre o restante da pontuação falarei em um post futuro, onde também vou esclarecer algumas confusões com os diferentes tipos de traços. Pretendo também escrever um post falando exclusivamente da acentuação, mas não vou prometer prazos, já que dessa vez as férias vão ser curtas.

Uma parte da pontuação básica

Uma parte da pontuação básica

De minha parte, posso dizer que o curso com o Fabio Haag foi um sucesso total! Acredito que era o que estava faltando para eu começar a desenhar fontes de verdade, com alfabeto completo, algarismos e pontuação, e não só estudos de 7 letras como tinha feito até então. Para todos aqueles que pretendem se aventurar no type design, recomendo muito este curso. Mesmo sendo de curta duração, o Fabio não economiza nas dicas e está sempre disposto a entregar os segredos do ofício!

Até a próxima!

Type Design com Fabio Haag 4/5

Publico este post com atraso de uma semana. Meu plano era publicar cada post na semana logo depois da aula, mas outros projetos entraram com maior prioridade e o blog ficou em segundo plano. A maior parte do post já estava escrita, então não vou reinventar a roda e reescrever tudo. Então, a seguir, o post que deveria ter sido publicado na semana passada.

Devo dizer que o desafio está aumentando cada vez mais. Cheguei no ponto em que comecei a desenhar as letras maiúsculas e meio que travei. O problema delas é que, como eu já tenho todas as minúsculas que funcionam entre si, as maiúsculas precisam funcionar entre si e também com as minúsculas. E eu ainda tive uma certa dificuldade para julgar se estava seguindo o caminho certo com poucas letras. Mas, depois de consultar a ordem de desenho sugerida por Karen Cheng em seu livro Designing Type, e também acertar o peso e contraste das maiúsculas, tudo fluiu muito mais rápido.

Em linhas gerais, a caixa alta da fonte deve ter os traços levemente mais pesados e proporção das letras levemente mais estreitas que a caixa baixa. Os traços mais pesados compensam a altura maior dos caracteres e também servem para dar uma levíssima ênfase no início das frases, o que é desejável e até facilita a leitura. Porém, a diferença de peso deve ser mínima! Já a proporção mais estreita permite que as minúsculas e maiúsculas tenham larguras mais parecidas e torna viável a composição de textos em caixa alta por não ocuparem tanto espaço na linha. Resumindo, não adianta pegar a letra minúscula e aumentar para a altura da maiúscula que não vai funcionar.

AaEeGg

As letras A, E e G com suas versões minúsculas

Depois de passar por algumas dificuldades para definir as larguras dos traços e letras, consultei no livro Designing Type quais são os caracteres básicos das maiúsculas: O e E. O caractere O vai definir todas as curvas das maiúsculas, enquanto que o E define as espessuras de traço e principalmente o formato das terminações. Tendo o E, com operações simples eu consigo desenvolver o F, H, I, L e T. Esse é o lado bom da caixa alta. As letras não variam tanto em forma, pois muitas delas usam a mesma estrutura.

Caracteres derivados do O e do E

Caracteres derivados do O e do E

Tive uma semana muito cheia e não consegui trabalhar na fonte em casa. Ainda faltam 11 caracteres maiúsculos mas, para poder fazer um teste da fonte em um texto, comecei a desenhar a pontuação. Por enquanto só desenhei o ponto e a vírgula. Os dois caracteres são baseados no pingo do i, apenas um pouquinho maiores. E logo na primeira impressão, o Fabio me apontou que a vírgula estava muito tímida e poderia ser confundida com um ponto, em especial em tamanhos pequenos. Com base nisso, repensei esse caractere. Notei também que ele estava muito caligráfico (apesar de eu ter tirado a forma da descendente do j). Optei então por uma forma mais reta, mais coerente com a proposta de uma fonte sem serifa cativante e inovadora.

Testes do ponto e de diferentes variações da vírgula.

Testes do ponto e de diferentes variações da vírgula.

E por enquanto é isso. No próximo post falarei sobre o último encontro do curso e o resultado da empreitada.