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A tipografia digital chegou ao MoMA

Nessa semana, o MoMA anunciou a aquisição de 23 fontes digitais para integrarem a sua coleção permanente. Para se ter uma ideia, das 23 fontes selecionadas, 7 são de Matthew Carter: Bell Centennial (1976-78), ITC Galliard (1978), Mantinia (1993), Big Caslon (1994), Walker (1995), Verdana (1996) e Miller (1997) . Isso nos mostra a importância de Matthew Carter para a evolução recente da tipografia. Além da Verdana, foi ele também que desenhou a Georgia, duas das fontes mais utilizadas no mundo. Na verdade, tenho 99,9% de certeza que você utiliza elas todos os dias.

Depois, 5 fontes são de autoria de Jonathan Hoefler e/ou Tobias Frere-Jones: HTF Didot (1991), Interstate (1993-95), Mercury (1996), Retina (1999) e Gotham (2000). Esta última foi a fonte mais utilizada na campanha presidencial de Barack Obama e, desde então, passou por um boom na sua popularidade. Pelo que vi até agora, arrisco a dizer que ela é a nova Helvetica. Note também que, das 23 fontes adquiridas pelo MoMA, mais da metade (12) são de autoria de apenas 3 pessoas. Sim, apenas 3.

As outras fontes adquiridas são OCR-A (American Type Founders, 1966), New Alphabet (Wim Crouwel, 1967), FF Meta (Erik Spiekermann, 1984-1991), Oakland (Zuzana Licko, 1985), Keedy Sans (Jeffery Keedy, 1991), FF Beowolf (Erik van Blokland e Just van Rossum, 1990), Template Gothic (Barry Deck, 1990), Dead History (P. Scott Makela, 1990), FF Blur (Neville Brody, 1992), Mason (Jonathan Barnbrook, 1992) e FF DIN (Albert-Jan Pool, 1995).

Temos grandes nomes nesta lista, e boa parte das fontes foi bastante popular na década de 1990, quando a tipografia digital realmente começou a emplacar. Nada mais justo do que o reconhecimento por uma grande instituição de arte e design. Vale lembrar que a intenção do MoMA não foi compilar uma lista das melhores fontes digitais, mas sim incluir em seu acervo as tipografias que foram marcos em seu tempo e inspiraram várias revoluções até chegar no desenho de tipos como conhecemos hoje.

Leia a notícia original, onde o MoMA explica os méritos de cada uma de suas escolhas.